No passado dia 22 celebrou-se o dia internacional daquela pequena bolinha azul à qual chamamos Terra. Contando com 4 543 mil milhões de voltas ao Sol, a nossa casa tem sido tema de discussão. Desde manifestações de estudantes por um ambiente melhor a documentários a surgirem semanalmente, as questões ambientais têm tido cada vez mais destaque e lugar na lista de preocupações.
O Homem está rapidamente a destruir a sua casa, a única que temos para viver, daí ser urgente adotar novos hábitos de existência. De todas as indústrias criadas (agrária, petroleira, etc), uma das mais poluentes é a moda. Desde a exploração dos materiais à utilização de água, os danos são imensos. O fast fashion veio acelerar todo o processo de fabricação das peças, e consequentemente, aumentar a utilização de tecidos.
Para além dos danos ambientais causados pela fabricação, esta nova injeção de roupa no mercado (cada vez mais barata e descartável), leva a uma quantidade enorme de desperdício de peças. A camisola que compramos este ano já não está in no próximo ano, portanto deitamos fora e compramos outra nova, encurtando o tempo de vida da mesma. Enquanto que há 50 anos a roupa era feita para durar 20 anos, agora é feita para durar 6 meses, e este pensamento tem de mudar.
A sustentabilidade tem sido cada vez mais um ponto fulcral e essencial no método de trabalho dos novos designers, tendo havido um aumento exponencial de investigações para materiais alternativos, reciclados e biodegradáveis. Vendo o exemplo da Adidas, uma das marcas pioneiras neste sector, que têm uma linha contínua com a colaboração da Parley (ver aqui), onde é possível adquirir roupa de desporto e ténis feitos com plástico presente nos oceanos. Este projeto resulta em peças resistentes, duradouras e recicladas.
Seguindo as pegadas da Adidas, e em celebração deste dia tão importante, a Ralph Lauren desenvolveu o The Earth Polo. Uma reinvenção do clássico polo Ralph Lauren, em que este é fabricado inteiramente com garrafas de plástico.
Reciclado e reciclável, a marca trabalhou durante dois anos neste projecto e conseguiu produzir um novo material, duradouro e idêntico ao típico material dos polos originais. Cada polo é feito com 12 garrafas de plástico, e está disponível em 4 cores, as cores cores predominantes da Terra vista do espaço. A grande novidade em termos técnicos é a forma de tingimento dos próprios polos. A marca desenvolveu uma maneira de tingir o tecido com carbono, substituindo a água.
Para além das opções sustentáveis criadas pelas grandes marcas, há outras formas de contribuir para um melhor ambiente, sendo uma delas a compra de roupa em segunda mão.
Espalhadas por todo o mundo, as thrift shops são lojas de roupa em segunda mão que oferecem peças únicas, cujos donos já não queriam. Aqui podemos encontrar peças retro e vintage, com muita qualidade e muitas vezes a um preço muito simpático, estando deste modo a ajudar a combater a indústria do fast fashion, dando uma nova vida a roupa que estava esquecida no fundo de um armário.
Outra maneira de ajudar o ambiente é efectivamente comprar mais conscientemente. Investir em peças de qualidade que sejam versáteis é uma boa maneira de o fazer, podendo assim manter um estilo diversificado sem deixar uma pegada ecológica do tamanho do Yéti!
- Joana Ré




































